Involução ou evolução da espécie?

Quando entramos em uma sala de aula, normalmente nos deparamos com uma turma de adolescentes “esparramados” em suas classes e cadeiras, participando alegres das discussões propostas ou envolvidos em suas próprias questões.

Em casa, nada mais justo do que “esparramar-se” na poltrona para jogar videogame, ver um filme na TV, curtir um novo DVD…

Na educação física na Escola, –  desculpa mas ninguém é de ferro, – é a hora do esporte preferido e vamos entrar logo na quadra que só tem 50 minutos!!!

Adolescência!     Melhor época da vida e também época dos maiores conflitos.  Hora do “estirão”.  Dez centímetros num ano…
As crianças que antes ocupavam pequenos espaços passam a ocupar o apartamento todo.    Cada cantinho tem uma peça que lembra o seu dono.   Pela manhã, ”zumbis”, arrastam-se com suas mochilas pesadas, jogadas de qualquer jeito sobre os ombros, para conectarem-se com o mundo ‘a primeira impaciência do professor, que já explicou o assunto pela terceira vez…

Quem segura essa displicência toda ???

Aquele mesmo esqueleto, herança de nossos antepassados, que caçavam para alimentar-se, corriam para refugiar-se dos predadores, sentavam em tocos, pedras e ‘as vezes dormiam em cima de árvores.  Todas as cadeias musculares eram acionadas o dia todo, com agonistas e antagonistas trabalhando em perfeita harmonia, contraindo-se e alongando-se na medida adequada para sustentar o homus eretus, após vários milênios de evolução do macaco, segundo afirma Darwin.

Esse homus eretus desenvolveu-se da posição quatro apoios para tornar-se um bípede, com pequenas curvaturas naturais adaptadas da coluna.

Após sofás fofos, botões, fileiras de controle remoto, estas curvaturas naturais estão sofrendo novas adaptações, os músculos estão sendo usados de forma diferente, onde uns são mais exigidos que os outros, ocasionando encurtamentos e novas curvaturas.

Numa avaliação postural em uma escola, reduto de” homus adolescentis” em evolução???  chegaremos a estarrecedora conclusão de que 90% da ”espécie” está com importantes desvios posturais e encurtamentos musculares.   Sendo que estes encurtamentos mais importantes encontram-se nas cadeias da articulação do quadril, onde a cadeia dos ísquios tibiais está sofrendo o maior encurtamento.

Outra cadeia em constante contratura e encurtamento é a escápulo-humeral (ombros, pescoço, costas, peito), suportando mochilas com peso “para estivador de porto”, esforços repetitivos com o uso constante dos mouses…controles…

Será este mais um processo de readaptação do nosso esqueleto?
Como nos moveremos, como sentaremos?   Sentaremos ???

Se quisermos salvar o “homus eretus”, urge que cuidemos melhor do nosso “homus adolescentis”, com a recuperação destas cadeias musculares usadas inadequadamente, devolvendo o alongamento adequado e o reforço necessário para a recuperação das deficiências impostas pelas mudanças de hábitos da vida moderna.

Para diminuir os efeitos destas inadequações, propomos um atendimento especial para adolescentes e pré adolescentes com circuito em Treinamento Funcional.

VENHA CONHECER!!!!
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